segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

kanjis

Os kanji (漢字) são caracteres de origem chinesa, da época da Dinastia Han, que se utilizam para escrever japonês junto com os silabários katakana e hiragana.
No Brasil, Kanji, também é sinónimo de ideograma. Sempre foi muito utilizado na confecção de tatuagens. Devido ao imenso e variável número de kanji’s, o ministério da educação japonês definiu, a 10 de Outubro de 1981, a jōyō kanji, uma lista de 1945 kanji oficiais, distribuídos por ordem de traços, de 1 até 23.
História
Há algumas discordâncias sobre como os caracteres Chineses chegaram ao Japão, mas é geralmente aceito que monges Budistas, ao voltar para o Japão, trouxeram consigo textos Chineses por volta do século V. Esses textos estavam na língua Chinesa, e num primeiro momento teriam sido lidos como tal. Com o passar do tempo, porém, um sistema conhecido como kanbun (漢文) foi desenvolvido; ele essencialmente usava sinais diacríticos nos textos Chineses para possibilitar aos falantes do Japonês lê-los de acordo com as regras da gramática Japonesa.
A língua Japonesa não possuía forma escrita naquele tempo. Surgiu um sistema de escrita chamado man’yogana que usava um limitado número de caracteres Chineses baseados em sua pronúncia, ao invés de seu significado.
Man’yõgana escrito em estilo curvilínio se tornou hiragana, um sistema de escrita que era acessível às mulheres (que na época não recebiam educação superior). O silabário katakana emergiu por um caminho paralelo: estudantes de monastério simplificaram man’yõgana a um único elemento constituinte. Desta forma os dois outros sistemas de escrita, hiragana e katakana, referidos coletivamente como “kana”, são, na verdade, provenientes de kanjis.
Quando não usar Kanjis
Apesar de existirem Kanjis para quase todas as palavras da língua japonesa, muitas vezes não é comum escrever certas palavras em Kanji. Isso se deve ao fato do Kanji daquela palavra ser muito complicado para o uso corriqueiro, ou quando a palavra é de uso tão comum que já se tornou mais prático sempre escrevê-la em kana.
Por exemplo, os pronomes これ, それ, あれ (”kore”, “sore”, “are”) todos têm kanjis correspondentes, mas quase nunca são utilizados. O mesmo ocorre com verbos de uso frequente como ある e いる, cujos kanjis são, respectivamente 有る e 居る. A maioria das preposições e muitos advérbios são escritos em kana, apesar de terem Kanjis.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.
Aqui alguns exemplos de Kanjis:




Banho público Japones ou Sentô

Sentô é o nome que se dá no Japão às casas de banho público, onde é possível banhar-se mediante pagamento de um valor geralmente módico. Há registros de que os sentô existiam já na Idade Média, mas sua popularização ocorreu duranre o Período Edo (1603-1868).        Até o Período Meiji (1868-1912), os sentô, assim como os onsen (estação de águas termais), permitiam o banho misto de homens e mulheres. Depois, por influência da cultura ocidental, passou-se a proibir o banho misto. Para o japonês típico, tomar banho é um ritual diário obrigatório.         O banho é visto não somente do ponto de vista da higiene. Ele serve não apenas para tirar a sujeira do corpo, mas também para "purificar a alma" - uma herança do xintoísmo. Além do mais, ajuda a relaxar e elimina a fadiga do trabalho.
        Houve uma época em que se podia encontrar um sentô em todos os cantos do Japão. Era no tempo em que as pequenas casas japonesas raramente estavam equipadas com banheiro próprio. Os sentô eram pontos de encontro da comunidade local. Os moradores da vizinhança iam ao sentô não só para tomar banho, mas também para colocar a conversa em dia com os amigos.        Hoje, a maior parte das casas japonesas dispõe de banheiro.Em conseqüência, o número de casas de banho público vem reduzindo-se drasticamente. Para chamar de volta a freguesia, as casas de banho procuram modernizar-se.         Algumas casas tradicionais instalaram sauna e aparelhos de condicionametno físico, para atrair os clientes preocupados com o corpo e a saúde.         Outras casas se aproximaram mais de um centro de lazer, instalando equipamentos de karaokêvideokê e outras formas de entretenimento. Os sentô podem ser identificados à distância por suas chaminés bem altas. A entrada da casa do banho exibe geralmente um noren (cortina curta com o nome do estabelecimento). Na sala de banho propriamente dita, é comum observar murais retratando o Monte Fuji. Mesmo sob risco de extinção, os sentô já fazem parte da cultura japonesa. E há quem afirme: se você nunca foi a um sentô, não pode dizer que conhece o Japão.
Fonte: São Paulo Shimbun 09/09/1999

Japão

Nome oficial: Japão (Nippon)
Capital: Tokyo
Nacionalidade: japonesa
Idioma oficial: japonês
Religião: xintoísmo e budismo (84%)
Território: 377.864 km2 (em quatro grandes ilhas – Honshu, Kyushu, Shikoku e Hokkaido – e 6.848 outras menores)
Moeda: iene
Calendário: 2004 equivale ao 16º ano da Era Heisei no calendário japonês

População: 127,3 milhões (outubro 2001)
População urbana: 75%
Taxa de crescimento demográfico: 0,29% (2001)
Alfabetização: 99% (estimativa 1999)
Universidades: 669 (maio de 2001)
Leitos de hospital: 1.864.448 (2000)
Médicos: 1 para 555 pessoas (1996)
Expectativas de vida: Mulheres (84,6 anos); Homens (77,7 anos) – Dados 2000.
Mortalidade infantil: 3,2 por 1.000 crianças nascidas (2000)
Densidade demográfica: 339,8 pessoas por km² (1999)

Principais cidades: Tóquio (aglomerado urbano: 27.242.000 hab.; cidade: 7.966.195 hab.), Osaka (aglomerado urbano: 10.618.000 hab.; cidade: 2.602.352 hab.); Yokohama (3.307.136 hab.), Nagoya (2.152.184 hab.), Sapporo (1.757.025 hab.), Kyoto(1.463.822 hab.), Kobe (1.423.792 hab.).

Economia

PIB (em ienes): 532,96 trilhões (2002)
Renda per capita: US$ 24.036 (2002)
Crescimento do PIB: 1,7% (2000)
Força de trabalho: 65,87 milhões de pessoas
Exportações (em ienes): 48,979 trilhões (2001)
Importações (em ienes): 42,416 trilhões
Produção agrícola – Principais culturas: arroz, beterraba açucareira, hortaliças e frutas. Pecuária: avicultura. Pesca: maior frota pesqueira do mundo
Produção industrial – Principais indústrias: manufaturados de tecnologia avançada, equipamentos pesados elétricos, veículos e motores, equipamentos eletrônicos e de telecomunicações, máquinas de ferramentas e computadorizadas, sistemas de produção, locomotivas e equipamentos de transportes, estaleiros, produtos químicos, produtos têxtil, alimentos processados, instrumentos de precisão.
Principais parceiros comerciais: Estados Unidos, China, Europa Ocidental, Sudeste Asiático.

›› O País
Os esforços das indústrias e do governo, uma forte ética no trabalho, o completo domínio da tecnologia e os gastos com defesa proporcionalmente pequenos (cerca de 1% do PIB) foram alguns dos fatores que ajudaram o Japão a se tornar a segunda maior economia do planeta. Uma das características da economia do país é o perfeito relacionamento entre fabricantes, fornecedores e distribuidores, chamado "keiretsu". Por muito tempo também se destacou o emprego vitalício, privilégio que vem sendo eliminado pelas empresas.

A indústria é o principal motor da economia japonesa, apesar de depender quase que integralmente da importação de matérias primas e do petróleo. O setor agrícola, com menor peso, recebe fortes subsídios e proteção do governo. O país é auto-suficiente em arroz – o alimento básico da população – mas importa cerca de metade de cereais e demais alimentos.

Durante três décadas, o Japão manteve crescimento econômico espetacular: 10% nos anos 60 e de 5% nos anos 70 e 80. No entanto, entre 1992 e 1995 o ritmo teve uma desaceleração devido as novas medidas do governo para diminuir as especulações no mercado imobiliário. No final de 1995, a estrutura financeira também sofreu um baque provocado pelas centenas de milhões de dólares de dívidas não-declaradas.

Apesar desses percalços, a economia do Japão continuou forte graças ao superávit comercial, aos investimentos no estrangeiro, além da manutenção do baixo índice de desemprego (em comparação com os demais países desenvolvidos) e de inflação.

A falta de espaço para abrigar os mais os 127,3 milhões de habitantes e o envelhecimento da população continuam sendo os grandes problemas atuais do país.


›› Língua Japonesa

O Japão tem população de mais de 120 milhões de habitantes e, lingüisticamente, é quase uma nação homogênea, já que mais de 99% falam o mesmo idioma. Há várias teorias sobre a origem da língua japonesa. Muitos estudiosos acreditam ser sintaticamente muito próxima das línguas altaicas, como a turca e a mongol, e do coreano. Há ainda evidências que sua morfologia e vocabulário foram influenciados pelas línguas malaio-polinésias do sul.

O sistema de escrita japonês veio do chinês, apesar de as línguas faladas nos dois países serem completamente diferentes. Além dos kanjis (os ideogramas), os japoneses adotam duas escritas silábicas, o hiragana e o katakana.

Ainda hoje, um grande número de dialetos regionais é usado no Japão. O padrão lingüístico tende ser o falado em Tóquio, que está se expandindo por todo o país por meio da mídia, mas os dialetos usados em Kyoto e Osaka continuam firmes.


›› A Família Imperial

O Imperador do Japão é o símbolo do Estado e, de acordo com a Constituição, não possui poderes relacionados ao governo. Os membros da Família vêm de uma linhagem secular, sendo a mais antiga dinastia do mundo, e tem como símbolo a flor de Crisântesmo.

O imperador Akihito ascendeu ao trono em 7 de janeiro de 1989 após o falecimento de seu pai, o imperador Hirohito (conhecido como Imperador Showa), e deu início à atual era no calendário japonês, a Heisei.

O ano de 2004, portanto, equivale ao 16º ano da Era Heisei no calendário japonês.